Próximas Defesas de Projeto Final II (PF-II)

Escondido

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02/08 – 9:30 HORAS. CAROLINA MARTINS DE MEDEIROS. Exposição materna aguda a altas temperaturas e o risco de parto prematuro.

Resumo: Estima-se que, no mundo, ocorram 15 milhões de nascimentos antes de 37 semanas, ditos prematuros. Suas consequências para a expectativa de vida do bebê são grandes, podendo levar a morte antes do primeiro mês de vida, ou então aparecer a longo prazo, fazendo com que a qualidade de vida como adulto seja bem difícil. Não há ao certo uma causa para a prematuridade, podendo ser algum fator genético ou então fator externo. O objetivo desse trabalho é avaliar se existe associação entre a exposição materna ao calor (altas temperaturas) nos últimos dias de gestação e o nascimento de bebês prematuros na cidade do Rio de Janeiro. Para isso, foram utilizados Modelos de Regressão Logística. Foram utilizados dados do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC) de nascimentos de uma única gestação, com peso acima de 1.500g e sem anomalia congênita do ano de 2019 e os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do mesmo ano para a verificação da temperatura média, mínima, máxima e aparente dos dias dos nascimentos. A variável resposta foi prematuridade, dividida em dois níveis: os nascimentos antes e depois de 37 semanas. As variáveis explicativas foram divididas em características da mãe e de nascimento e indicadores de temperatura. Com relação ao primeiro caso, as variáveis foram: idade, estado civil, escolaridade, raça/cor, município de residência, tipo de parto, quantidade de consultas pré-natal. Já os indicadores de temperatura, as variáveis explicativas foram: amplitude da temperatura, temperatura média, mediana, percentil 75 e 90, temperatura aparente e também suas defasagens, amplitude lag, média lag, mediana lag, percentil 75 lag, percentil 90 lag e temperatura aparente lag. Ao estimar modelos de regressão logística simples para os indicadores de temperatura, foi observado que mediana lag foi o melhor indicador que explica a prematuridade, com p-valor = 3,18e-05 e AIC = 43143,25 (OR = 1,020; intervalo de confiança de 95% (IC 95% = 1,010 – 1,029)) . A partir disso, foram adicionados as caraterísticas da mãe e de nascimento e o modelo mediana lag + quantidade de consultas pré-natal foi o melhor modelo, com AIC = 42048,03. Para avaliar o calor, a variável mediana lag foi categorizada com um valor de corte de 26ºC e estimados modelos desta variável e as características da mãe e de nascimento para analisar os efeitos do calor e percebeu que a variável estação do ano foi a modificadora de efeito.

Palavras-chave:
Prematuridade. Altas Temperaturas. Regressão Logística.

Orientadora: Ludmilla da Silva Viana Jacobson

Data da apresentação: 21/08/2022
Horário da apresentação: 09:30
Forma de apresentação: Google Meet

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